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Saúde

Dois pacientes com AVC em Ibaiti são transferidos de helicóptero para hospital em Londrina

Casos foram encaminhados a Londrina dentro da janela de atendimento que pode permitir o uso de trombolítico.

Publicado em 08/09/2026 às 19:49
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Transferências aéreas de dois pacientes com AVC de Ibaiti foram realizadas para atendimento especializado em Londrina. (Foto: Acervo | FHI)

Dois pacientes de Ibaiti com diagnóstico de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico foram transferidos de helicóptero para um hospital em Londrina nesta terça-feira (8), em uma operação que evidencia a importância do diagnóstico rápido e da integração entre o atendimento hospitalar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

As transferências ocorreram em momentos diferentes do dia: um paciente foi encaminhado no horário do almoço e o segundo no final da tarde. A proximidade entre o diagnóstico e o transporte foi determinante diante da chamada janela terapêutica do AVC, período em que determinados tratamentos podem ser utilizados para tentar reduzir os danos provocados pela interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro.

Nos casos de AVC isquêmico, o tempo é um fator decisivo. Quando o paciente é identificado rapidamente e chega a um serviço habilitado dentro do período adequado, pode haver indicação para o uso de medicamento trombolítico, capaz de dissolver o coágulo responsável pela obstrução de um vaso sanguíneo.

A avaliação médica precisa ocorrer rapidamente para identificar o tipo de AVC, verificar o momento em que os sintomas começaram e definir se o paciente atende aos critérios para o tratamento. Por isso, a agilidade entre o reconhecimento dos sinais, o diagnóstico, a regulação e o transporte pode fazer diferença no prognóstico.

Uma operação que depende de várias etapas

O atendimento não se resume ao transporte aéreo. Para que um paciente com suspeita de AVC tenha acesso ao tratamento especializado dentro do tempo necessário, diferentes etapas precisam funcionar de maneira coordenada.

O hospital tem papel fundamental na identificação dos sintomas, realização do diagnóstico e avaliação clínica inicial. A partir da necessidade de atendimento especializado, entra em ação a regulação do SAMU, responsável por organizar a transferência para uma unidade de referência e viabilizar o transporte adequado.

No caso dos dois pacientes de Ibaiti, a transferência aérea permitiu o encaminhamento para Londrina em uma situação na qual o tempo de deslocamento poderia ser determinante para a continuidade do atendimento.

Mais do que uma questão logística, a rapidez pode representar a diferença entre uma recuperação com menor comprometimento neurológico e sequelas permanentes. Em situações elegíveis ao tratamento, a intervenção dentro da janela adequada pode possibilitar uma recuperação significativa das funções afetadas.

Por que o tempo é tão importante?

O AVC ocorre quando o fornecimento de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou quando há sangramento. No AVC isquêmico, que envolve a obstrução de um vaso por um coágulo, cada minuto sem atendimento pode representar perda de tecido cerebral.

Por isso, reconhecer rapidamente sinais como fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, alteração na visão, tontura intensa ou perda de equilíbrio e dor de cabeça súbita e forte é fundamental.

Diante de uma suspeita, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente. Quanto mais cedo o paciente for avaliado, maiores são as possibilidades de identificar se há indicação para terapias específicas e encaminhá-lo ao serviço adequado dentro do período necessário.

Os dois atendimentos realizados nesta terça-feira mostram, na prática, como uma cadeia de resposta rápida — desde o diagnóstico inicial até a regulação e o transporte especializado — pode ser decisiva para oferecer ao paciente uma oportunidade de tratamento e recuperação.

Fonte: Portal da Cidade de Ibaiti

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