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Investigação

Médico que atuava na emergência em Ibaiti é preso por suspeita de caso de importunação

Investigação aponta abordagem planejada contra adolescente de 15 anos; suspeito já responde a outro processo por fatos semelhantes no Paraná.

Publicado em 02/07/2026 às 08:50
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Segundo a Polícia Civil, o suspeito teria permanecido no local aguardando a chegada da vítima. (Foto: Reprodução)

Um médico que atuava na emergência em Ibaiti foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), suspeito de importunar sexualmente uma adolescente de 15 anos em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. A prisão foi decretada após a investigação reunir provas que, segundo a polícia, indicam que a abordagem teria sido premeditada. O investigado também responde a outro processo por crimes semelhantes registrados em 2024. Por decisão editorial, o nome do suspeito não será divulgado.

Segundo a Polícia Civil, o caso ocorreu na manhã do primeiro dia de aula de um curso de artes frequentado pela adolescente, no bairro Bom Jesus, em Campo Largo. A vítima relatou que caminhava em direção ao local quando percebeu estar sendo observada por um homem parado nas proximidades de um mercado.

Ainda conforme o depoimento, ao tentar se afastar, ela passou a ser seguida pelo suspeito. Em seguida, o homem teria se aproximado dizendo que havia um inseto preso à roupa da adolescente e, durante a falsa tentativa de ajudá-la, realizou toques sem consentimento em partes íntimas do corpo da jovem antes de deixar o local.

A investigação utilizou imagens de câmeras de segurança, dados de monitoramento e o relato da vítima para identificar o suspeito. Conforme informou a Polícia Civil, os levantamentos apontam que ele estacionou o veículo antes da passagem da adolescente e permaneceu aguardando sua aproximação. Os investigadores também afirmam que o homem utilizava casaco, boné e óculos para dificultar o reconhecimento.

Durante as diligências, a polícia verificou que o médico já responde a outro processo criminal relacionado a fatos semelhantes ocorridos em 2024 no interior do Paraná. Na ocasião, ele foi preso após ser investigado por crimes praticados contra uma criança de 10 anos e uma adolescente de 15 anos nas proximidades de instituições de ensino.

Naquele episódio, a Justiça também converteu a prisão em preventiva. O investigado responde pelos crimes de importunação sexual e satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente. As investigações da época também apontavam um modo de agir semelhante, com a utilização de roupas que dificultavam a identificação e a escolha de vítimas menores de idade.

A defesa do médico informou que considera a prisão preventiva desproporcional e pretende solicitar sua revogação. Segundo o advogado, o investigado nega ter agido com intenção de abuso e afirma realizar tratamento psicológico relacionado a transtornos de comportamento sexual. A defesa também sustenta que os fatos investigados não possuem relação com o exercício da profissão.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Até o momento, não há condenação definitiva, e o investigado permanece à disposição da Justiça enquanto prosseguem os procedimentos judiciais.

Fonte: Portal da Cidade de Ibaiti

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